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Os sofrimentos da provação




 Meditando a Palavra     Antonio Carlos Barro
 
As palavras provação e tentação no Novo Testamento têm o mesmo sentido, ou seja: colocar ou ser colocado à prova. Na carta aos Hebreus lemos que Cristo “naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados”. Temos outra versão onde lemos: “Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser provado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a provação” (2.18).A primeira observação aqui é que o próprio Cristo sofreu ou padeceu quando foi tentado.
 
Sofrer aqui significa ser afetado ou estar sendo afetado, sentir, submeter-se a alguma coisa. Ou seja, a tentação é alguma coisa que não isenta ninguém das suas dores. Cristo então passou pela escola do sofrimento e aprendeu muito com isso conforme nessa mesma carta somos informados: “ainda que era Filho, aprendeu a obediência por meio daquilo que sofreu” (5.8).Qual seria a razão ou as razões de Cristo passar pelo sofrimento da tentação?
 
A resposta é bem simples. Ter autoridade para ministrar e auxiliar aqueles que estão sendo provados e não encontram respostas para suas dores. Se Cristo tivesse passado pela vida tocando flauta, desfrutando dos prazeres desse mundo, dormindo até as três da tarde, certamente ele não teria como nos ajudar. O que saberia ele do que sinto, do que passo, do que penso, do que me angústia, do que me causa dúvidas?Tendo sofrido, diz o texto que ele é capaz, ele pode socorrer os que são tentados. Aqui o autor usa a palavra dunamai, que significa ter poder, recursos e ser forte o suficiente para fazer alguma coisa. Ele vem em nosso socorro.
 
Com isso podemos aprender que quando enfrentamos as nossas provações não as enfrentamos sozinhos, pois Deus nos providenciou o seu recurso e a sua provisão para nós: Jesus Cristo. Assim podemos dizer que os nossos sofrimentos são os sofrimentos de Cristo e que os sofrimentos de Cristo servem de consolo e encorajamento a cada um de nós.
 

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