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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Arte de Falar


 
 Meditando a Palavra P. Mauri Kappel
 
O estribilho do hino 415 do HPD diz: “Palavra não foi feita para dividir ninguém, palavra é uma ponte onde o amor vai e vem” . Eis aí um tema sempre oportuno que merece nossa constante reflexão e cuidado. Este é também o assunto do 8º mandamento: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo 20.16). É da vonta-de de Deus que a convivência entre as pessoas seja sempre boa, justa e agradável. Para que isto se torne realidade, necessariamente, há de se cuidar com o uso da palavra.
 
Muitas vezes nós somos chamados a dar um testemunho a respeito de alguém. Isto acontece em todas as áreas de nossas vidas, seja familiar, profissional ou social, seja num tribunal, seja numa conversa informal. E nós precisamos saber que aquilo que falamos interfere na vida do nosso próximo e pode, em muitos casos, até decidir sobre o seu futuro. Por isso a exigência fundamental é não dar um falso testemunho, isto é, não dizer mentira. Infelizmente muitas vezes pessoas prestam um falso testemunho com a intenção de ferir, diminuir, destruir, difamar alguém. E isso é diabólico. Aliás, a expressão “diabo” significa: difamador, caluniador.
 
Nossa palavra pode ser usada para a verdade ou para a mentira. Pode produzir vi-da ou destruição. Nossa palavra pode destruir pessoas, basta um boato. Quando emitimos uma opinião pouco lisonjeira sobre alguém, produzimos uma má influência sobre quem a ouve. Certamente já lhe aconteceu de ter sido influenciado negativamente a respeito de alguém, por uma palavra que você ouviu. E você também pode ter influenciado alguém com algo que você disse. Existe uma expressão terrível: “não quero falar mal, não, mas....”.
 
Creio que todos nós concordamos que mentir é uma desgraça. Creio que concor-damos que a má palavra fere, destrói, mata. A mentira dói muito. E aquele/a que espalha mentira enfrentará um processo duro diante de Deus, porque fez alguém viver com uma dor incurável.
 
Mas a verdade também tem os seus limites. Também ela pode ser usada com a intenção de prejudicar e destruir alguém, depende de quando e como é usada. Todos nós temos coisas que gostaríamos de esquecer. Alguma vez pisamos na bola, erramos, fizemos o que não era correto. Sim, a nossa imperfeição nos faz cometer erros. E um comentário, mesmo que seja sobre uma verdade, dito de forma irrefletidamente, ou por maldade, pode causar um prejuízo enorme e uma grande dor. Tão diabólico como a mentira é a franqueza irresponsável ou maldosa. Tem gente que diz, com orgulho: “eu digo as coisas na lata”, “eu sou muito franco”, “a verdade tem que ser dita” , e não se importa se isso machuca alguém.
 
Além do mais, a verdade é sempre relativa e existe a possibilidade real de não ser bem assim como estou enxergando. Podem existir circunstâncias, fatos e momentos em que alguém pode ser levado a agir desta ou daquela forma.
 
Pode acontecer que alguém enfrente dificuldades e pressões tão grandes que condicionam o seu agir. Lembro-me de já ter sido chamado de orgulhoso e arrogante por não cumprimentar alguém por quem passei na rua. Mas quem chegou a esta conclusão não se preocu-pou se eu tinha lá os meus problemas; se poderia estar com o pensamento longe; ou se simplesmente não vi. E se nós abrimos essa reflexão para todas as áreas de nossas vidas, vamos constatar que o momento interfere decisivamente no nosso comportamento.
 
Por isso, a explicação que Lutero faz do 8º mandamento é muito importante. Ele diz que precisamos interpretar tudo da melhor maneira possível. Acho que este é o caminho. Antes de emitir um conceito, dar uma opinião, fazer um julgamento, é preciso tentar compreender a pessoa. É fundamental considerar que muitas coisas poderiam condicionar para aquela atitude. É importante não ser rápido nos julgamentos. E, acima de tudo, evitar qualquer palavra que possa diminuir, denegrir, destruir alguém, ainda que com aparência de verdade.
 
Jesus Cristo é a verdade (Jo 14.6). E se Jesus é a verdade, então o seu ensino conduz à verdade. E o critério para se lidar com a verdade é o AMOR que Jesus en-sinou. O critério da nossa palavra é o AMOR. A mentira, o falso testemunho, a inten-ção de ferir é absoluta falta de amor. Assim como a verdade sem amor é diabólica.
 
Aprendamos de Jesus a amar o nosso próximo, defender-lhe o nome, segurá-lo pela mão, erguê-lo quando cair, perdoar e aceitar. Que a nossa palavra seja uma ponte onde o AMOR vai e vem. Que a nossa palavra seja filtrada pelo amor. Que seja assim!

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