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domingo, 21 de agosto de 2011

Sou mulher e nao consigo fazer sexo, o que sera?







Resposta

Disfunções sexuais femininas

Daremos agora uma visão panorâmica das mais comuns disfunções sexuais femininas, e algumas dicas de como vencê-las. Lembrando que disfunção é a incapaci­dade da prática sexual em todas ou em parte das seguintes fases: desejo, excitação e orgasmo. Qualquer dificuldade em qualquer dessas fases leva a uma inadequação e a uma experiência sexual incompleta.Os primeiros pesquisadores a estudar a fisiologia da sexualidade humana, Kinsey (1948), Master e Jhonson(1960), H. Ellis e Kaplan, observaram e discriminaram essas fases do ato sexual. Res­postas físicas, psíquicas e químicas que ocorrem tanto no homem quanto na mulher, pois os dois foram feitos do mesmo material e pelo mesmo arquiteto. Lembrar que as fases são subsequentes ao continuísmo dos estímulos e carinhos para chegar ao desfecho, que é o orgasmo, que consiste num quadro de contrações e relaxamento dos músculos, com uma sensação intensa de prazer. Alguns autores chegam a comparar a intensidade do orgasmo à morte, mas fiquem tranquilos! Sexo não mata, não tem contra-indicações e nos traz muita vida!

Vaginismo

Aqui talvez tenhamos a maior representação das conseqüências do profano e do sagrado na questão da sexualidade do ser humano. Vaginismo é a contração involuntária da vagina e dos músculos que a envolvem, impossibilitando a penetração e a realização do coito. Pode ser primário ou secundário, podendo ocorrer desejo, excitação, porém impossibilidade da penetração.
Vaginismo Primário é quando a mulher nunca conseguiu permitir (involuntariamente) uma penetração e Secundário quando após um trauma, que pode ser uma agressão física ou psíquica, a mulher deixa de ter a capacidade de relaxar e permitir a penetração.
A minha afirmação no início deste tópico está baseada no fato de que as maiores causas de vaginismo estão relacionadas ou à manipulação na infância, nas agressões ou estupro, que deixam marcas física e emocional, ou às distorções de muitos pais e mães que ensinam insistentemente as meninas (nunca aos meninos) que sexo é uma “coisa suja”, “coisa do demônio”, “não é para mulheres santas”, “moças de família”, etc. e com essas afirmações incutidas em suas mentes, as moças vão para o casamento. Na prática do ato sexual elas têm uma contratura vaginal intensa no momento da penetração, conseqüência de todo esse peso que lhe foi imposto.
No consultório me deparo muito com os dois casos, pois ainda temos estatísticas alarmantes quanto ao número de casos de abuso sexual infantil, não só no nosso país, mas em todo mundo, onde cerca de 30% das crianças são vítimas das mais diversas formas de abuso, não só físico, mas através de atitudes mais sutis, improváveis, porém não menos libidinosos e traumáticos. Em casos secundários normalmente a mulher foi vítima de agressão sexual, física ou psíquica. Pode ser por dores geradas por doenças, mas pode ser por palavras ditas, ou alguma situação constrangedora a que foi submetida. (Grande parte dos casos de abuso sexual ou agressão ocorre dentro do seio familiar, o que agrava o trauma.) Como todo o processo sexual é comandado pelo sistema nervoso central, ocorre o bloqueio e a mulher vitimada não consegue permitir a penetração. O tratamento passa pelo exame ginecológico com um profissional experiente, que tenha noção da gravidade do caso e saiba realizar essa consulta com os devidos cuidados para não piorar o quadro, seja no ato do exame, seja na abordagem com a paciente. Tenho relatos de pacientes vagínicas que chegam ao meu consultório que já tinham ouvido de médicos frases como: “deixa de frescura!”; “você não tem nada, não sei por que não consegue ter relação”.
O exame físico é importante para se afastar a possibilidade de alterações anatômicas, como cistos ou septos vaginais. Depois investigamos a real causa, e após o diagnóstico passamos ao tratamento, que consiste em processo de dessensibilização, executado pela própria paciente, com ou sem ajuda do parceiro, dependendo do caso. Tal processo ocorre com a introdução de instrumentos apropriados (velas de hegar, pensos ou pessários) ou mesmo a introdução do dedo indicador, relaxamento e posterior introdução dos dois dedos ou velas de maior calibre, até que o cérebro passe a aceitar o coito como coisa normal e agradável, tirando-se a imagem negativa que persistia na memória.
Gostaria de chamar atenção de alguns líderes e de pais religiosos que, na maneira que encontram de evitar a iniciação precoce de suas filhas, as estão apavorando, demonizando o sexo, e criando mulheres disfuncionais sexualmente. Quando casadas se negam aos seus maridos, não porque querem, mas porque não conseguem devido aos conceitos negativos e falsos que receberam em relação ao sexo. A Palavra de Deus nos outorga uma missão maravilhosa de educarmos nossos filhos e filhas em sabedoria e em verdade, tudo que passar disso é manipulação e distorção da Palavra. Como educar os filhos a terem domínio próprio, seja quanto ao instinto, aos desejos ou aos ímpetos, fora ou dentro do casamento? Bem sabemos que o domínio próprio é fruto do Espírito. Então essa educação deve consistir primeiramente a ajudá-los a ter intimidade com Deus. Para que nossos filhos aprendam a amar e a res­peitar a Deus, dependerá de ensinarmos a Palavra, orarmos muito e sermos exemplo.
Pais, permitam que seus filhos percebam, através do comportamento do casal, que vocês não são somente “irmãos” ou amigos, mas principalmente homem e mulher enamorados, que se amam, se respeitam e são sexuados e bem resolvidos. Com este exemplo, e desenvolvendo a intimidade deles com Deus e sua Palavra (não falo aqui de ativismo na igreja), aprenderão sobre sexo à luz da Bíblia. Não deixem que aprendam na rua, ou através da mídia, pois estes meios fazem apologia ao sexo egoísta e promíscuo. Por outro lado, não permitam que sejam vítimas dos excessos moralista, do falso pudor e de paradigmas que na verdade sempre associam a idéia de sexo com pecado e punição.
Gerações educando gerações com valores de uma cultura machista que persiste através da história, que se infiltrou e se enraizou nas igrejas através do tempo, mas que nada tem a ver com a Palavra de Deus.

Dispaurenia

Dispaurenia significa dor na relação. Diferente do vaginismo, a mulher consegue a penetração, porém sente muita dor pélvica, o que faz ocorrer a suspensão do ato sexual.

A dor pode estar relacionada a doenças vaginais, corrimentos, cistites, cistos de ovários, doenças inflamatórias pélvicas, endometrioses, miomas e varizes pélvicas. A causa pode ser de origem emocional, seja pelos motivos explanados para o vaginismo, ou pode surgir ocasionada pelas seguidas frustrações no desfecho do ato sexual, quando a mulher não obtém o alívio sexual após a excitação. Para confirmação do diagnóstico é necessário um exame ginecológico, de ultrassom pélvico, e avaliação do fluxo vaginal. As causas físicas são tratáveis e permitem que as relações sexuais voltem a ser prazerosas. Se a causa for psicológica ou de desempenho sexual, então são su­geridas psicoterapia e terapia sexual para resolver tal distúrbio.

Falta de Desejo

O desejo na espécie humana, segundo a Profa. Dra Maria do Carmo A. Silva é altamente alusivo ao passado de cada um (Disfunções Sexuais, J.F. Minnocci). Sabemos que ninguém nasce com bloqueios sexuais, mas que são adquiridos através de experiências vivenciadas. As pessoas “aprendem” a inibir seus desejos em situações que percebem contingências negativas e permitem sua emergência em contextos seguros. Emoções positivas acionam o desejo e as negativas o inibe.
Por influência psicossocial, a sexualidade feminina é mais facilmente suprimida. É muito comum uma adaptação ou adequação dos parceiros, principalmente a mu­lher, que por medo de ser deixada ou trocada, ou por insistência do parceiro, realiza o ato sexual como um favor, mas sem prazer algum, sem desejo e nem excitação.
A tensão causada pela cobrança do bom desempe­nho também pode inibir os neurotransmissores do desejo, tornando a prática do sexo cada vez mais desgastante emocionalmente e cada vez menos desejada.
As causas da falta de desejo, normalmente secundárias, podem acontecer abruptamente (traumas ou crises) ou lentamente. A grande maioria dos casais, devido a todos os fatores relacionais negativos, vão se distanciando e diminuindo a busca pelo sexo.
Recentemente, foram comentados casos de casais que mantêm uma vida social intensa, além do envolvimento também intenso com o trabalho. Esses casais vão apresentando um distanciamento progressivo. Aparentemente não apresentam conflitos, apenas não se lembram mais a última vez que fizeram amor. Lembre-se que sexo é como musculação, responde á medida que é solicitado.
Uma classificação das causas mais comuns da apatia sexual seria a seguinte:
Causas orgânicas: anomalias genéticas, hiperprolactinemia (lembra quando falei da amamentação?), hipotireoidismo ou hipertireoidismo, drogas (tranqüilizantes, alguns antidepressivos, anticonvulsivantes, alguns anti-hipertensivos etc.), doenças degenerativas e crônicas. Gostaria de enfatizar os casos de hipotireoidismo subclínico, estados em que os exames estão normais, porém o resultado está próximo ao limite da referência, e os sintomas característicos estão presentes (cansaço, desânimo, dificuldade de memória, dores musculares, distúrbio de ritmo cardíaco, extra-sístoles, pele seca, hipersonia). Se você tem esses sintomas procure um endocrinologista.
Causas psicossociais: educacional, comportamental, (fatores marcantes negativos, fobias, traumas, inadequação, defesa, fracassos, anorgasmias, estado depressivo).
O tratamento da falta de desejo sempre passa pela entrevista e histórico da paciente e já são propostas algumas atividades e exercícios para despertar o interesse e redescobrir o prazer do corpo. O exercício de foco sensorial faz com que a pessoa resgate o prazer do toque, o conhecimento do seu corpo e de seus órgãos sexuais (visualização da vulva e do intróito vaginal), erotização visual, condicionamento orgásmico e focagem á penetração. Lembrar que o parceiro é parte fundamental no tratamento.
Existem casos extraordinários, como já presenciei em meu consultório, em que o casal estabelece de comum acordo a viver sem sexo. Outros fazem sexo numa frequência muito baixa. Esses casos não podemos considerar como disfuncionais se o casal está adaptado e se relaciona bem.
Nas palestras para casais sempre gosto de lembrar os ouvintes do filme Don Juan de Marco (Cappola, 1995), onde é possível aprender algo sobre sensualidade e a sensibilidade que deve ter o homem para seduzir e despertar o desejo na mulher amada. O personagem do ator Johnny Depp é de um esquizofrênico, conquistador, romântico ao extremo. Mas o interessante é observar como ele influencia positivamente o relacionamento de seu psiquiatra (Marlon Brando) com a esposa. O filme consegue mostrar a importância da comunicação e do carinho. De como criar momentos especiais dentro da rotina, e da importância de não se esquecer de como se namora. Como o psiquiatra, é preciso ser pró-ativo no relacionamento. Não adianta ficar esperando um milagre. Eu aprendi que Deus só faz o que não podemos fazer. Nas questões do sexo, todo processo é realizado pelo casal. Sem o envolvimento e participação dos dois fica quase impossível a conquista de resultados positivos.

Distúrbios de excitação

O processo excitatório na mulher é refletido principalmente na produção de lubrificação vaginal e a continuidade das sensações somáticas corporais de prazer e satisfação. Portanto quando a mulher perde a capacidade de tal reação fisiológica, ela inibe a continuidade do fenômeno das reações sexuais completas, até o orgasmo.
As causas físicas mais comuns são determinadas pela alteração da produção do hormônio estrogênio, como e­xemplo o período da pré-menopausa e da menopausa, em que o hipoestrogenismo leva a um ressecamento vaginal impossibilitando a continuidade do ato sexual pela mulher ou mesmo apresentando dor no intercurso, inibindo a cascata de fatores de gozo. Em casos extremos, pacientes que são obrigadas a submeterem-se a castração cirúrgica (retirada dos ovários) passam também pelos mesmos sintomas. Para restabelecimento da função, a paciente necessita de avaliação ginecológica e uso supervisionado de hormônios, tanto via sistêmica como creme vaginal de estrogênio, obtendo normalmente um excelente resultado.
Oportunamente, gostaria de colocar aqui que, como ginecologista, sou da corrente que defende o uso da terapia hormonal para a mulher na menopausa, pois não é somente a questão sexual que está em jogo, mas todo desempenho e função fisiológica pode melhorar com o uso racional dessas drogas.
Alguns casos de vulvovaginite podem levar a alte­ração da flora vaginal e acarretar dor, irritação e secura e podem agir como fator inibitório da resposta sexual (já relatado no assunto dispaurenia).

FATORES PSICOGÊNICOS

Com certeza aqui se encontra o maior número de queixas e problemas como causa de bloqueio excitatório. Descreveremos a seguir os mais comuns:
Educação Sexual: com raízes repressivas ou religiosas (distorção dos conceitos divinos encontrados na Bíblia). Agem como fatores inibitórios da sexualidade, emergindo a associação de “sexo e pecado”, “sexo e proibição” etc..
Sentimento de Culpa: muito relacionado com a causa anterior, traição dos pais, de conceitos, na grande maioria das vezes com o envolvimento preponderante da figura paterna.
Rejeição da Figura Masculina: avaliação distorcida e falta de confiança na figura masculina, da higiene do parceiro, (dentes mal escovados, hálito de bebida ou cigarro etc.), mudança física após um tempo de convivência (obesidade, por exemplo) e outras.
Distúrbios Diáticos (reações pessoais a fatores extrínsecos): observado em casais com problemas de rela­cionamento, são conflitos constantes. Tais conflitos podem emergir no período de excitação. A mulher é propensa a guardar ofensas, pequenas intrigas e mágoas, o que faz com que exista uma grande possibilidade de tais emoções e lembranças ser despertadas no período de excitação.
Lembranças de fatores negativos do Passado: Algumas mulheres vitimadas sexualmente são bloqueadas pela lembrança da vivência destrutiva.
(Tratei de uma paciente vítima de seqüestro e abuso sexual por dois delinqüentes. Essa mulher relatava que ela não conseguia desassociar carícias da sensação de sujeira e de fedor, o que a desabilitava para o ato sexual.)
Secundária Anorgasmia: Mulheres que têm valorização aumentada do orgasmo e quando ocorre uma série de frustrações em atingir o ápice são levadas a uma inibição retrógrada à excitação e posteriormente ao desejo.
Outros: medo de engravidar, medo de doenças transmissíveis, inadequação do local, distração (preocupação ou simples lembranças de fatores do cotidiano), dívidas etc.. Kaplan dá uma visão da origem dos problemas psicogênicos de uma forma bem ampla (fracasso ao empe­nhar-se em comportamento sexual eficiente, incapacidade de entregar-se, auto-observação obsessiva durante o ato sexual, defesas intelectuais contra as sensações eróticas e falhas na comunicação).
Diante do que foi exposto, fica clara a importância de uma investigação completa da história da mulher que sofre de distúrbio de excitação. Ver onde ocorreu uma interferência negativa, e a partir daí condicioná-la através de exercícios cognitivos a ter uma nova concepção de valores em relação à fase excitatória, lembrando que é nessa fase que ocorrem os carinhos, os estímulos sensoriais, o relaxamento e o namoro. Portanto, se a mulher desejar realmente restabelecer seu fisiologismo natural, ela deverá dissensibilizar-se dos fatores negativos.
Na busca de resolução da maioria dos distúrbios de qualquer fase da cascata de emoções e sensações que envolvem a sexualidade, é necessário passar por um processo de revalorização e mudança de conceitos sobre a sexua­lidade, pois a grande maioria dos casos de disfunções é conseqüência de distúrbios emocionais: a mulher, como o ser mais emotivo da relação, acaba pagando um preço muito alto e ao mesmo tempo criando mais revolta contra o parceiro, e este, por sua vez, apesar de discussões, conflitos ou diferenças, normalmente não perde o desejo para a realização do ato sexual.


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