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sábado, 9 de julho de 2011

Provai se os espíritos são de DeusSexta-fei


Texto Áureo: 1 João 4.1
Verdade Prática: Através dos dons espirituais, a Igreja discerne os espíritos enganadores.
Leitura Bíblica: Neemias 6.10-14; 1 Tessalonicenses 5.20,21; 1 Coríntios 14.29

Lição 10


INTRODUÇÃO
Na lição passada estudamos as diferentes formas de ataque que o inimigo da obra de Deus usa para lutar contra os servos de Deus. Vamos dedicar esta lição ao estudo de como o inimigo ataca por meio dos falsos profetas.

I. CUIDADO COM OS FALSOS PROFETAS!

1.      Os samaritanos observaram que os judeus davam muito valor à palavra dos profetas: Lembravam-se dos profetas Ageu e Zacarias, os quais profetizavam com tanta graça que a construção do templo, que havia estado parada por quinze anos, recomeçou imediatamente, e continuou até a inauguração da Casa de Deus.
Por ocasião da construção do muro, a comunicação entre judeus e samaritanos estava interrompida. Os judeus recusavam as propostas de cooperação dos samaritanos e não aceitava, as visitas deles. Em vista das constantes recusas das suas ofertas de amizade, os samaritanos procuraram então influenciá-los por meio de profecias. Tobias e Sambalate conseguiram subornar alguns profetas, entre eles a profetisa Noadias, a fim de atemorizar Neemias, dizendo que ele estava em perigo de morte, e deveria fugir para dentro do templo, para assim salvar a sua vida (Ne 6.10-14). O exemplo deixado por Balaão prova que qualquer profeta que aceita suborno, ou recebe dinheiro para profetizar, é um falso profeta.Devemos ter cuidado, a fim de que os falsos profetas não encontrem guarida em nossas igrejas.
2.      Neemias tinha o dever de examinar a profecia recebida: E ele o fazia! Em primeiro lugar, estranhou a ordem para fugir: “Um homem como eu fugiria?” Além disso, ele observou que não tinha o direito de entrar no templo, uma vez que não era sacerdote. Compreendeu facilmente que tudo não passava de um ardil de Tobias e Sambalate, para atemorizá-lo e seduzi-lo a pecar. Assim, concluído o exame da profecia, Neemias pôde dizer: “Conheci que não era de Deus” (Ne 6.12).

II. A BÍBLIA REVELA A EXISTÊNCIA DOS FALSOS PROFETAS

1.      No Antigo Testamento:
a.      O trágico exemplo relatado em 1 Rs 13: Um fervoroso homem de Deus, procedente de Judá, profetizou com muita coragem advertindo o ímpio rei de Israel, que estava junto do altar queimando incenso. Ele disse: “Atar, altar, assim diz o Senhor, Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que queimam sobre ti incenso, e ossos de homens se queimarão sobre ti” (v 2). E deu um sinal de que aquela palavra era do Senhor: “Eis que o altar se fenderá e a cinza se derramará” (1 Rs 13.3).
Ouvindo o rei aquela palavra, estendeu a sua mão sobre o altar ordenando que prendessem o homem de Deus. Todavia a mão que ele estendeu contra o profeta secou-se, e não a podia tornar a trazer a si. O altar se fendeu, e a cinza se derramou, como profeta orou a Deus e a mão lhe foi restituída sã.
A ordem de Deus para o profeta era que não comesse pão e nem bebesse água naquele lugar, e que não voltasse pelo mesmo caminho (2 Rs 13.9). Havia, porém, naquele lugar um velho profeta, cujo filho lhe contou o que fizera o profeta vindo de Judá. O velho profeta foi o encontro do homem de Deus, e convidou-o para comer pão. Ante a recusa do homem de Deus, o velho profeta argumentou que um anjo lhe havia falado, ordenando que convidasse o profeta de Judá a voltar, para comer pão em sua casa (1 Rs 13.11-15).
O homem de Deus não discerniu a mentira e aceitou o convite do velho profeta. E sucedeu que quando ele estava comendo pão, Deus tomou o velho profeta em profecia e disse: “Porquanto foste rebelde à palavra do Senhor, antes voltaste e comeste pão, o teu cadáver não entrará no sepulcro de teus pais” (1 Rs 13.21,22). Depois de ter comido pão, voltou, e no caminho um leão o matou, deixando-o prostrado na estrada (1 Rs 13.23,24). O velho profeta o recolheu, e sepultou-o no seu sepulcro, chorando lágrimas, certamente de fingimento (1 Rs 13.26-28).
b.      Nos dias de Jeremias havia falsos profetas: Os quais com suas profecias combatiam a palavra que Deus havia enviado a Israel, por meio de Jeremias (Jr 29.21-23).
c.       Quando o rei Josafá, de Judá, visitou o rei Acabe de Israel: Este tinha um grande número de profetas que profetizavam segundo a vontade de Acabe. Então o rei Josafá perguntou: “Não há aqui algum PROFETA DO SENHOR? E o rei Acabe respondeu que havia o profeta Micaías. Os que foram buscá-lo disseram-lhe: “Todos os profetas profetizam coisas boas ao rei! Seja a tua palavra com as de um deles”. Então disse Micaías: “O que o Senhor disser isto falarei”. Como Micaías profetizou, assim aconteceu: Acabe morreu na batalha (1 Rs 22.5-28, 35-37).
d.      Ainda nos dias de Jeremias, falsos profetas conseguiram influenciar alguns dos sacerdotes e enganar o povo, por meio deles (Jr 5.31): Dessa maneira, o povo desviava-se dos caminhos de Deus, e recusava-se a ouvir as verdadeiras profecias anunciadas por Jeremias.
Moisés, Jeremias, e Ezequiel combateram tenazmente os falsos profetas e seus ensinos heréticos (Dt 13.1-18;18.20-22; Jr 23.11-32; 28.6-17; Ez 13.1-18).
2.      No Novo testamento:
A)    Jezabel: Jesus advertiu o anjo da igreja em Tiatira, por este ter permitido que uma mulher, por nome Jezabel, falsa profetiza, ensinasse e enganasse os membros daquela igreja, prostituindo-os (AP 2.20-23).
B)    A Bíblia adverte que nos últimos dias aparecerão falsos profetas (Mt 24.11,24):O espírito do Anticristo estará então operando grandemente (1 Jo 2.18; 4.2,3), e fará esses falsos profetas operarem sinais e prodígios de mentira, com todo engano e injustiça (2 Ts 2,9,10).

III. DEVEMOS JULGAR AS PROFECIAS

1.      Deus quer a sua Igreja revestida com todos os dons do Espírito Santo: A igreja de Corinto deve ser o nosso exemplo neste sentido: Paulo dirigiu-se a esta igreja dizendo que nenhum dom lhe faltava (1 Co 1.7). O conselho da Bíblia para nós é: “Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, e principalmente o dom de profetizar” (12 Co 14.1).
2.      O despertamento renova os dons: Quando Deus renova o dom de profecia e os dons de variedade de línguas e interpretação, por meio dum despertamento espiritual, então se torna necessário que a igreja esteja bem doutrinada para saber como usar os dons espirituais, e também como se deve julgar as profecias, conforme a Palavra de Deus nos orienta! (1 Ts 5.19). Nenhuma mensagem tida como profética está isenta de exame por parte da igreja. Conforme o ensino do apóstolo Paulo, na reverência supracitada, temos o direito e o dever de julgar as profecias, para ver se elas estão de acordo com as Escrituras. Se não estiverem são consideradas anátema, pois têm o objetivo de conduzirem o povo de Deus ao erro. Fujamos das falsas profecias e dos falsos profetas.

IV. POR QUE DEVEMOS JULGAR AS PROFECIAS?

1.      Porque a Palavra de Deus nos manda julgá-las: 1 Ts 5.19-21; 1 Co 14.29
2.      Porque os que profetizam são sujeitos a falhas: Mesmo que a mensagem venha de Deus, pode acontecer que o instrumento esteja sem o fruto do Espírito na sua vida, e a transmissão da mensagem seja prejudicada por esta causa (1 Co 13.1-3).
3.      Porque pode haver conhecimento prévio dos fatos: Quando o que profetiza conhece os problemas da pessoa para quem está profetizando, pode haver o perigo de que a sua opinião pessoal venha a influenciar o conteúdo da mensagem. A Bíblia diz: “Que tem palha com o trigo?” (Jr 23.28). A mensagem pode ser um produto da opinião daquele que profetiza. Temos na Bíblia um exemplo, quando o profeta Natã entregou, por conta própria, uma “mensagem profética” ao rei Davi (2 Sm 7.2), porém Deus mandou que ele corrigisse a palavra dada (2 Sm 7.4-6).
4.      Existe a possibilidade de que o “profeta”, ao enunciar a “mensagem profética”, esteja sendo influenciado por um espírito maligno, disseminador de mentiras: Lemos sobre isto em 1 Rs 22.7,11,19,21-23.

V. COMO DEVEMOS JULGAR AS PROFECIAS?

1.      Examinando as Escrituras: Uma profecia jamais pode estar em conflito com a Palavra de Deus. A Palavra de Deus é o PRUMO (Am 7.7,8). A Palavra de Deus é perfeita (Sl 19.7). Uma mensagem que estiver em desacordo com a Palavra de Deus, seja El transmitida por quem for, até por um anjo do céu, está reprovada e deve ser rejeitada, pois é anátema (Gl 1.8).
2.      Através do dom de discernimento de espíritos: A Bíblia diz que “O que é espiritual discerne bem tudo”!. Devemos buscar, incansavelmente, receber de Deus este dom (1 Co 2.15;; Jo 7.17; Fp 1.10; Lc 12.57).
Quando uma profecia é inspirada por Deus, aquele que tem discernimento logo a reconhece (1 Jo 1.5). Todo aquele que “anda na luz, como Ele na luz está” conhece e prática a Sua Palavra, e tem comunhão uns com os outros (1 Jo 1.7). Desse modo, o espírito de mentira não o engana com suas falsas profecias. O crente, que é uma ovelha do Senhor, conhece sempre a voz do seu pastor (Jo 10.4). A noiva conhece a voz do seu amado (Ct 2.8,5.2).
3.      A profecia se conhece pelo seu “sabor” (Jó 6.6,7; 12.11): Também o “sotaque” de quem fala, faz com que “o filho da terra’ conheça quando um “estrangeiro” fala. Compare “sibolet” e “chibolet” (Jz 12.6).
Finalmente, os que são perfeitos têm, em razão de costume, os sentidos exercitados para discernir tanto o bem com o mal (Hb 5.14).

CONCLUSÃO

1.      Quando as profecias são provadas, o conceito e a colnsideração dos dons espirituais são conservados: Deste modo, a sã doutrina é preservada de qualquer influência e erros humanos, e o Espírito Santo tem liberdade de usar os seus servos, conforme a sua soberana vontade.
2.      Quando provamos as profecias, estamos em condições de corrigir e doutrinar a pessoa que usou erradamente o dom de profecia: Assim, doutra vez, ele dará lugar ao Espírito Santo e irá usar o dom profético de modo correto.
3.      Quando provamos as profecias, recebemos as bênçãos que Deu, por meio delas, quer nos dar: Ficamos com o bom e rejeitamos o que não veio de Deus (1 Ts 5.21).


Fonte: Lições Bíblicas (Jovens e Adultos)
Editora: CPAD
Trimestre: 3º/ 1993
Comentarista: Eurico Bergstén
Tema Central: Avivamento – Uma necessidade nos dias atuais.
Páginas: 34 - 37

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