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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Famílias reconstituídas: Qual é o papel de padrasto e madrasta?



por Ceres Araujo

Padrasto e madrasta  - "Com frequência, eles terão mais objetividade que os pais para entenderem o que está ocorrendo com a criança ou com o jovem, porém, não cabe a eles a intervenção direta. Se a criança ou o jovem tem pai e mãe, cabe sempre a eles a atitude educativa direta. A intervenção de padrasto ou madrasta precisa ser indireta, via o cônjuge" Os contos de fada são terríveis em relação aos padrastos e madrastas. Interpretados literalmente falam da perda dos pais e sua substituição por pessoas, em geral, más. Madrasta é uma palavra que vem de mater, madre, mesma forma que a palavra mãe e não deve ser associada à má, como muitos, errônea e preconceituosamente consideram. 

Simbolicamente, porém, outra interpretação merece ser dada: padrastos e madrastas podem representar um polo oposto e importante das relações pais-filhos. A criança precisa de amor, carinho, aconchego, proteção, esse é um polo, mas precisa também do estímulo para o crescimento, para a autonomia, o outro polo. Padrastos e madrastas, com mais objetividade, podem ajudar muito nesse sentido. Caso a criança seja superprotegida e não incentivada à independência, ela não crescerá psicologicamente e permanecerá para sempre o filhinho da mamãe ou o filhinho do papai.

Na vida real, na atualidade, a relação entre enteados, padrastos e madrastas é muito mais frequente que em épocas anteriores, dada a elevada porcentagem de divórcios entre os pais. Essa relação é muito delicada e merece cuidados.

Para o crescimento da criança ou do jovem, ter padrastos ou madrastas e também conviver com eles, é melhor com que conviver apenas com a mãe separada ou o pai separado, que, declaradamente, abdicaram de uma nova conjugalidade. Isso porque, caso um novo casal não se constitua, existirá uma grande possibilidade da inflação no papel de mãe ou de pai, com ônus futuros sérios para o filho.

Cumpre salientar que o papel de padrasto e madrasta é fundamentalmente diferente do papel de pai e mãe. Confundir tais papéis significa ter que lidar com conflitos, muitas vezes sem chance de resolução satisfatória.

Nas famílias que se reconstituem, observa-se algumas vezes um convívio adequado e outras vezes uma impossibilidade de convívio de mãe e madrasta, pai e padrasto. Porém, a criança e o jovem precisam ser ensinados a esse convívio. Sentimentos de ciúmes, inveja e traição, feridas e mágoas antigas dos pais separados podem ser administrados, se não superados, em prol de um ambiente físico e psicológico melhor para os filhos.

A relação padrasto/madrasta - enteado(a) é uma relação a ser construída bem devagar, frequentemente com avanços e recuos. Respeito e amor se conquistam, jamais podem ser exigidos. É necessária paciência, persistência e otimismo. É preciso inteligência e sabedoria para lidar com tentativas de manipulação e controle do enteado(a) de todas as idades. Por um lado, jamais um adulto pode ficar refém de uma criança ou um adolescente. Tal submissão é ruim para o adulto e péssima para a criança e o adolescente que automaticamente se percebem todo poderosos e, consequentemente, desprotegidos, por estarem rodeados de adultos frágeis. Por outro lado, confrontos diretos e uso de autoritarismo estão fadados a insucessos.

Como, então proceder? Uma pré-condição é gostar de lidar com desafios: um enteado(a) sempre trará o desafio de uma relação a ser estabelecida. Interessar-se de verdade pela vida dessa criança é um excelente modo de aproximação. Descobrir interesses em comum e partilhar sonhos pode ser muito prazeroso. Frente aos conflitos, cabe ao padrasto ou madrasta observar cuidadosamente o que ocorre. Com frequência, eles terão mais objetividade que os pais para entenderem o que está ocorrendo com a criança ou com o jovem, porém, não cabe a eles a intervenção direta. Se a criança ou o jovem tem pai e mãe, cabe sempre a eles a atitude educativa direta. A intervenção de padrasto ou madrasta precisa ser indireta, via o cônjuge, que é a mãe ou o pai da criança. A esses cabe o controle e o domínio do filho.

Entretanto, padrasto e madrasta não devem ser considerados em posição marginal à família. Ele e ela pertencem, de fato, ao núcleo expandido da família. O novo casal constituído dirige e controla as coisas da sua casa - isso precisa ficar claríssimo para as crianças, mas quem dá ordens diretas para o filho é o pai ou a mãe, não deve ser a madrasta ou o padrasto. Conselhos para os enteados em geral são bem recebidos. Imposições, entretanto, jamais devem ser estabelecidas. Essas ficam por conta do pai e da mãe.

Nas famílias reconstituídas, os modelos de identificação da criança, são formados primariamente pela mãe e pai, mas também pelo padrasto e/ou pela madrasta e depois por todos os adultos significativos da vida da criança. Padrastos e madrastas podem ser até melhores modelos que os pais. Conviver junto a pessoas íntegras, éticas, responsáveis e amorosas é um enorme benefício para a constituição da identidade da criança.

Em muitas famílias reconstituídas, pai e mãe têm novos casamentos e com o padrasto e a madrasta o filho ganha também os "avós-drastos", além de mais tios e primos e além dos possíveis meio-irmãos. A família dos tempos contemporâneos é, assim, muitas vezes um "condomínio", mais difícil de administrar, mas se olhada sem preconceito, pode ser perfeitamente viável e sem patologias.

Embora nos filmes e telenovelas, pareça fácil, na verdade padrastos e madrastas sofrem até encontrar o seu lugar.

A realidade das famílias recompostas não é simples. É difícil encontrar o lugar de padrastro e madastra, uma vez que as hostilidades abundam por todo o lado. O papel da madrasta é por vezes contraditório, de uma parte existe a obrigação de se ocupar de crianças que não são suas, e por outro lado é como se não existisse o direito de errar.

As madrastas, em boa verdade, sofrem mais, pois continua a existir o preconceito da bruxa má, que faz mal às crianças...Ao contrário, os padrastos são muitas vezes acolhidos como os salvadores. Graças a eles, as mulheres não continuam fragilizadas pela solidão. Refazer uma família não é tão simples como se possa fazer crer. Não! Ninguém encontra o seu papel de forma fácil! É uma aventura longa, complexa, que necessita de paciência e de amor, sobretudo por parte do novo casal.

Ser apoiado pelo parceiro
Para ser aceite junto das crianças, dos ex, dos avós, e mesmo dos amigos, é essencial poder estar apoiado pela única pessoa que legitima este papel: o cônjuge. É este que permitirá ter direito a um lugar de adulto na nova família, e vos autoriza a ter um papel junto dos seus filhos. A confiança que ele deposita em si, a aceitação de vos deixar aproximar junto dos seus filhos é essencial.

Mas, não nos esqueçamos que para os pais, o rebentar da família nuclear e a formação de uma nova tribo é um desafio grande: "o meu parceiro ficou demasiado preocupado pelo seu próprio papel juntos dos filhos, lugar que temia perder, o que não foi uma grande ajuda para mim", conta Maria. Para ele também não foi fácil: confusão de sentimentos, sentimentos de culpa, pois para os adultos não é fácil encontrar os contornos da nova ordem familiar.

Por isso, o novo casal não deve esquecer que a situação que vive é fruto da sua decisão: a de se amar, apesar da dificuldade. Em síntese, Maria, mãe de um rapaz, refez uma família com o seu companheiro e os seus dois filhos. Cada um defendia o seu filho ou a sua filha, ansiosos de os proteger, sentindo-nos culpados pela separação, por não lhes ter oferecido o melhor - uma vida com os pais juntos.

Ficámos demasiado presos a estes factores, e privilegiando os nossos filhos, acabámos por esquecer um pouco a nossa relação. Mais tarde falámos das atitudes a adoptar, das respostas a dar, das posições a respeitar, das palavras a encontrar...Aceitar que haverá obstáculos e que é preciso unir-se para os ultrapassar é a chave do casal que decide refazer a família.

Definir regras e papéis

Se nenhuma obrigação de amor pode ser imposta aos enteados e vice-versa, a obrigação do respeito é absolutamente necessária para estabelecer as bases de convivência juntos. O padrasto ou madrasta, dificilmente podem estar totalmente excluidos da educação das crianças, mesmo que estas não sejas suas. O seu papel é real na medida em que partilham a vida dessas crianças. Enquanto adultos da casa, devem protegê-las. Assistimos, em algumas famílias, aos padrastos e madrastas que não têm um papel activo, mas quase de vegetal, e que não têm o direito de dizer o que quer que seja aos seus enteados. É uma situação que infantiliza os adultos, pois antes de mais, estão em suas próprias casas, e devem poder actuar como pessoas responsáveis.

Um comentário:

  1. Belo texto, parabéns. O material pra padrastos e madrastas cristãs é muito pequeno, nossas igrejas devem pensar mais nisso. Gostaria de adicionar algo que tenho estudado e pensado olhando pra bíblia. "mas quem dá ordens diretas para o filho é o pai ou a mãe, não deve ser a madrasta ou o padrasto." a ideia exposta acima é totalmente destrutiva pra uma casa,uma família é constituída por uma casa, um lar. Independentemente dos laços sanguíneos nossa primeira família deverá ser nosso lar. Josué insistia que sua "CASA" serviria a Deus, proverbios diz q é meelhor o amigo perto que o irmão longe. José mesmo não sendo pai biológico de Jesus é chamado pelos evangelistas de Pai de Jesus, O que constitui o pai e a mãe são suas funções. A partir do momento que um lar é constituído, devemos seguir o modelo bíblico. Homem, Mulher e filhos, independente do grau. o Padrasto é o líder da casa, e toda a família deve estar sob seu comando e guarda, espiritual e física. Não há indícios na bíblia em que um lar deve ser constituído fora desse padrão. O Homem da casa não pode terceirizar a educação e disciplina à outra pessoa por ser padrasto, é corromper o modelo hierarquico e colocar na criança uma deturpação da masculinidade bíblica, se ela está ali é porquê Deus o colocou sobre ela como uma autoridade. O padrasto deve ensinar a criança a honrar o seu pai biológico e a mãe deve ensinar a criança a honrar e obedecer seu padrasto, e sendo ele cristão, deve ser o primeiro modelo de pessoa para a criança. a mulher sábia edifica sua CASA, o papel dela é criar um LAR forte e saudável, onde respeito, honra e submissão são levados em conta como Deus ordena em sua palavra.

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